Seja muito bem-vindo ou bem-vinda a esse guia de como começar como Freelancer.

Se você está aqui, pode ser que considere que o caminho autônomo é interessante mas talvez não saiba bem quais são os primeiros passos para ser um freelancer de sucesso.

Pode deixar que vou te ajudar nessa jornada. Tenho 10 anos de experiência como freelancer e o que posso te dizer é que vale muito a pena. Além disso, esse guia está sendo construído com ajuda de outros freelancers muito mais bem sucedidos. Inclusive, é um guia em constante desenvolvimento, de forma que se você tiver algo para contribuir, será muito bem vindo. Só me mandar um oi.

Liberdade de trabalhar na hora que deseja, poder você mesmo(a) priorizar suas tarefas e abundância de oportunidades são situações comuns para quem se desenvolveu devidamente como freelancer; além de, claro, retorno financeiro bem maior do que a média dentro de uma empresa e segurança a partir do momento que tem vários clientes contribuindo para sua renda e não só um empregador.

Nesse guia quero te apresentar de forma geral aquilo que considero como necessário para começar numa vida como freelancer. Seja você alguém que está começando no mercado de trabalho ou já bastante experiente, acredito que há elementos aqui para te ajudar.

Devo ressaltar antes de mais nada que esse guia não é o ideal se você está buscando apenas um bico aqui ou ali. Funciona pra isso? Até funciona, mas os exemplos e maneiras de lidar com o trabalho vão muito além disso. Eu sou um freelancer profissional e é a maneira que mais gosto de lidar com a vida.

Um bico envolve algo provisório, sem muito comprometimento e o esforço geral baixo. Já como freelancer profissional, a ideia é construir uma marca. Você como uma empresa de uma pessoa só. Que ganha mais pela sua hora do que qualquer empresa pagaria se fosse um simples funcionário(a).

E para se tornar esse tipo de profissional, o esforço em áreas adjacentes ao trabalho – como marketing, design, tecnologia, vendas, etc – é substancialmente maior. É o tipo de coisa que não se paga no curto prazo, mas sim depois de alguns anos quando você nem sabe mais o que fazer com tantas oportunidades.

Então se você está pronto(a), vamos começar!

Como esse guia está organizado

O caminho para o sucesso profissional como freelancer é um pouco complexo. Afinal, nosso ofício em si representa apenas uma parcela do trabalho que precisamos fazer.

Se você der uma olhada na página de tópicos do site verá que há uma série de assuntos importantes que devemos estudar para nos tornar bons profissionais freelancer.

Marketing, vendas, negociação, precificação, pós-venda, finanças, questões legais, etc.

Cada tópico, portanto, precisa de um pouco de atenção e, ao mesmo tempo, contexto de como ele se conecta com o ‘todo’.

Dessa forma, numerei os assuntos de acordo com o que acredito ser o melhor caminho para serem abordados e sugiro que siga cada tópico por vez.

Os tópicos seguem a seguinte estrutura:

  • Introdução
  • A importância do tópico
  • Definição / Conteúdo
  • Estudos de Caso e exemplos
  • Exercício
  • Ferramentas
  • Sugestão de próximo tópico

Nesse primeiro artigo, porém, quero te dar uma visão mais ampla do que significa ser um(a) profissional freelancer ou autônomo(a) e o que considero como fundamental para começar nessa jornada.

Os pilares da autonomia

Em 2017 eu montei um curso chamado Autonomia Profissional com minha esposa. Esse curso hoje está disponível gratuitamente no YouTube.

Quando estruturando os conhecimentos sobre trabalho autônomo, muitos inclusive que estão presentes nessa série aqui no Blog, uma das primeiras classificações que fizemos foi determinar as formas de pensar ou pilares da autonomia.

São cinco características que acredito que todos freelancers profissionais precisam ter para conquistarem a liberdade profissional através desse caminho.

Nenhuma dessas formas de pensar depende de algum conhecimento prévio ou talento nato e vamos passar por todas ao longo da série também.

Assumir a Responsabilidade

Assumir a responsabilidade pela mudança na sua vida e não delegar ela pra alguém. Pensar dessa forma é ser responsável pela transformação na sua vida e no seu redor.

A ideia aqui é não nos ausentar naquilo que podemos fazer. É entender que o mundo acontece sem nós e há coisas fora do nosso controle, mas naquilo que podemos influenciar, não vamos deixar de agir – sempre nos atentando para não invadir ou desrespeitar o espaço dos outros.

Por exemplo, se você hoje trabalha em uma empresa e vê que o café não foi feito, em vez de pensar “ah, não é meu trabalho” ou “que preguiça, vou deixar pro próximo” você vai lá e faz o café. Resolve o problema.

Outra situação pode ser numa batida de carro. A pessoa bateu na traseira do seu carro e, naturalmente, a culpa é do outro de arrumar o seu carro. No entanto, você não precisa ficar esperando ou dependendo dessa outra pessoa para resolver seu problema o mais rápido possível e depois cobrar. A culpa pode não ser sua, mas a responsabilidade pode ser se você não quer ficar arrastando problemas.

Essa mentalidade é super importante para a liberdade profissional pois somos os únicos responsáveis pelo sucesso de nossos negócios. Outras pessoas podem nos ajudar e tudo mais, mas sem nossos constantes avanços e resoluções de problemas (nossos e de outros) não há como ter sucesso.

Superar o medo

Falar de medo é sempre mais fácil do que enfrentar os medos, então não falo de maneira leviana aqui. Compreendo as dificuldades do medo e é um desafio grande.

No entanto, acredito que podemos buscar compreender melhor os medos. Entender que o medo normalmente vem por incertezas e que é algo criado na nossa cabeça baseado em não conhecer alguma situação.

Quando exploramos o medo mais a fundo podemos determinar suas origens com mais a fundo, assim como se são medos com fundamentos reais ou suposições.

Se você está diante de um leão, há um fundamento – um risco – real para esse medo. Porém, se você está prestes a dar uma apresentação comercial, o medo está mais em nossa suposição de como as pessoas vão reagir do que de um perigo real.

Algo que ajuda é sempre perguntar: “Qual o pior que pode acontecer?”

A resposta pode ser algo drástico, como a morte, ou então algo mais tranquilo como perder um cliente.

Uma questão importante também é que alguns pensam de que as pessoas que parecem destemidas não sentem medo. Vão lá e dão suas palestras, pulam de paraquedas ou se expõe. Mas a realidade é que todas essas pessoas sentem o medo. A diferença é que elas não deixam o medo as paralizar. E aí se fazem algo muitas vezes, o medo pode acabar sumindo ou pelo menos diminuindo.

Me lembro da primeira vez que dei uma aula. Estava tremendo, ainda mais que meu antigo professor estava me olhando e analisando. Cheguei em casa depois de uma aula, que considerei ruim, querendo desistir e nunca mais dar aulas.

No entanto, fui mais uma vez…e outra…e mais dezenas com um pouco de medo ainda. Até que esse medo nunca mais apareceu.

Enfrentar os medos vai ser algo constante na vida de liberdade profissional. Afinal, provavelmente vamos nos expor de uma maneira ou de outra. Vamos arriscar. Vamos lidar com incertezas o tempo todo.

Consistência e Constância

Essas duas palavras estão diretamente relacionadas com nosso trabalho. Produzir o trabalho com um nível qualidade consistente e, ao mesmo tempo, numa frequência alta é a chave para qualquer tipo de trabalho.

Sucesso da noite pro dia só acontece em filme ou em raros casos de sorte. Não é algo que devemos considerar e simplesmente sermos gratos se aparecer na nossa porta.

O sucesso profissional, financeiro ou de qualquer outro tipo de definição vem a partir de um bom trabalho sendo executado por um longo período de tempo.

No âmbito da iberdade profissional está bem claro que não vamos ter dezenas de clientes batendo na nossa porta um mês depois de começar. Mas devemos fazer nosso melhor desde o início independentemente de quantas pessoas estamos impactando.

Não sei te dizer quantos artigos que escrevi ou vídeos que gravei que praticamente ninguém viu. Escrevi para o ‘limbo’ durante anos até que mil, dois mil, vinte mil pessoas começaram a ver todos os meses. Hoje, felizmente, milhares de pessoas acabam em contato com algum de meus conteúdos todos os meses. Foi do nada?

Ser Profissional

Esse pilar é um pouco subjetivo, mas ainda assim o considero de grande importânica. Agir profissionalmente, na forma como enxergo, é tratar seu negócio freelancer como uma empresa e de forma muito masi precisa e séria. Olhar para si com a mentalidade de um(a) empreendedor(a).

Em vez de fazer as coisas buscando ‘dar jeitinhos’, a ideia aqui é seguir os protocolos necessários e legais para ser visto também como um profissional sério pelos seus clientes, parceiros e outros.

Um exemplo básico aqui é fazer a emissão das notas fiscais pelos trabalhos que realiza. Só de estar adequado(a) ao que o sistema pede, conseguirá atingir clientes melhores.

Outros exemplos podem ser fazer uso de contratos, gerenciar as finanças do negócio separadamente da vida pessoal, não falhar compromissos sem aviso prévio e reconhecer erros.

São elementos que, quando somados, passam a impressão de profissionalismo e confiança. Grandes e bons clientes estão de olho dessas coisas para determinar se você está apto(a) para ser contratado ou se é melhor escolher outra pessoa.

Automotivação

A tal da automotivação, além de um lugar comum nos livros de auto-ajuda, é a simples habilidade de erguer forças dentro de nós para, sem o auxílio externo, nos motivar.

Simples, mas nada fácil.

Há também quem defina como ter a capacidade de decidir como fazer algo, sentir que estar se desenvolvendo naquela habilidade e conectar a realização do trabalho com um objetivo maior de vida.

Independente, o caminho para a automotivação é muito variado e só depende da introspecção de cada um para compreender o que realmente funciona. Não há regra universal (até onde entendo), então minha sugestão aqui – que foi o que fiz e ainda faço – é ler muitos livros sobre o assunto e testar os exercícios propostos sem preconceitos.

Por exemplo, algo que me motiva muito é a ideia de contribuição. Saber que meu trabalho está impactando várias pessoas positivamente é um lembrete pra mim de que posso ir um pouco além quando estou desanimado.

A jornada em direção à liberdade profissional não é fácil e nos exige em vários momentos essa capacidade de ir além das falhas e desânimos para que possamos seguir consistentes em nosso trabalho.

Definindo sua contribuição

Como mencionei acima, a contribuição é algo que me empolga e anima. Ao mesmo tempo, vejo esse tipo de sentimento em empreendedores e outros profissionais bem sucedidos.

A contribuição é uma força que apela para que nossos esforços façam parte de algo maior do que nós mesmos e isso é poderoso.

Eu acredito muito que a jornada para a autonomia ou liberdade profissional está diretamente ligada à nossa contribuição. Inclusive, gosto de medir meu sucesso pelo impacto que tenho no mundo. Se hoje consigo impactar 10 pessoas com meu trabalho e no ano seguinte 100 pessoas, mesmo que eu esteja ganhando a mesma coisa pra mim eu sou 10 vezes mais bem sucedido.

Pensando nisso, quero te convidar para refletir sobre qual é o impacto que você deseja ter através do seu trabalho.

Tenha isso anotado e de fácil visualização, pois vai ser muito útil tanto para sua automotivação quanto para que seus clinetes percebam que você é diferente e que o resultado que você gera através do seu ofício tem um impacto maior.

Palavras bonitas, mas é algo que frequentemente tenho retorno de clientes.

Definindo sua identidade

Outro passo que precede a realização do trabalho em sí, mas que todo profissional de peso possui, é uma identidade bem definida.

Se quiser, uma marca pessoal bem definida.

Essa marca e identidade é a maneira como você é visto pelos outros. Se te perguntassem hoje “as pessoas ao seu redor te reconhecem por…” o que seria?

Algo que por um tempo eu ouvi sobre mim foi ser empreendedor entre pessoas próximas e entre clinetes frequentemente sou reconhecido pelas habilidades com a tecnologia e marketing. Eu faço sites, mas muitos dos meus clientes me validam por uma habilidade de marketing porque sempre estou questionando do ponto de vista do marketing o que desejam fazer com seus sites. Eu não mexo com marketing diretamente, mas como estudo muito sobre o assunto me sinto confortável em contribuir para que o site que desenvolvo tenha sucesso. E esse site só vai ter sucesso se tiver uma boa estratégia de marketing aliada a ele.

Minha busca agora é por ter uma identidade de liberdade profissional. Alguém que pode navegar holisticamente por vários caminhos de maneira empreendedora e profissional para causar um impacto positivo nas pessoas e no mundo.

A sugestão aqui é, portanto, que você busque internamente o que te define e o que você gostaria que te definisse. Olhe com amigos e pessoas próximas como elas te reconhecem.

E se você quer ir um pouco além, sugiro acompanhar a Juliana Saldanha, que é uma consultora excelente sobre o assunto.

Definindo sua jornada

Ainda no planejamento, algo que acho bacana já ir pensando é como você gostaria que sua jornada fosse.

Entender o contraste entre como hoje sua vida é e como você gostaria que ela fosse a partir do momento que possui liberdade profissional.

Uma ideia legal é fazer um exercício de visualização de como seria um dia ideal.

Acorda sem despertador aproximadamente umas 9 da manhã, medita, faz uma corrida, estuda e organiza as coisas até meio dia, almoça e começa a trabalhar. Trabalha umas cinco horas, depois vai sair com pessoas ou fazer algum programa divertido até a hora de dormir.

Essa, por exemplo, é um pouco da rotina que levei enquanto viajando o mundo como nômade digital com minha esposa. Talvez só a ordem um pouco diferente. Antes, pensar em algo assim era impossível, até ridículo. Mas depois que se organiza as vida esse é só o começo do que é possível.

Não é extravagante pensar em algo assim, então deixe sua imaginação vislumbrar o melhor.

A partir do momento que for se desenvolvendo nessa jornada, é sempre legal já ir adaptando nossas rotinas para ficar cada vez mais um pouquinho mais parecida com esse ideal.

Se a cada mês ou ano você faz pequenos ajustes na rotina, rapidamente já estará muito próximo do ideal, o que por si só já é legal demais. Afinal, se curtimos cada melhora, já vamos ter a satisfação com nossa escolha rapidamente em vez de esperar por um ideal que pode demorar a chegar.

Ter essa visão de como desejamos vivenciar nossa jornada, no entanto, não para apenas nas nossas rotinas ou num dia ideal. Definir nossa jornada passa também por entender alguns marcos que gostaríamos de atingir.

Ganhar X dinheiros, ter X clientes, impactar X pessoas, etc. Esse tipo de objetivo nos ajuda a ter um norte e, principalmente, validar nossos esforços a partir do momento que podemos mensurar o progresso.

Esse norte não precisa ser escrito em pedra, ou seja, não precisa ter a pressão de ser algo definitivo. A partir do momento que avançamos, descobrimos novas coisas e podemos mudar de opinião sobre o que significa sucesso pra nós, mas acho bom refletir sobre isso periodicamente e ter bem claro os seus próximos passos.

Definindo sua organização

Cabeça alinhada? Então agora só falta uma etapa para começar a por a mão na massa: Definir sua organização.

A organização significa ter uma maneira de documentar e também ter procedimentos bem definidos para que coisas não fundamentais não virem problemas.

Na minha visão, algumas das coisas que você precisa ter definido:

  • Gestão de tarefas e projetos
  • Gestão financeira
  • Gestão de clientes
  • Gestão de estudos
  • Gestão de tempo

Minha sugestão é usar aplicativos gratuitos e poderosos que podem te dar tudo isso. Inclusive, tenho uma série no YouTube de Como Organizar sua Vida com o Notion.

Nela, você vai aprender a fazer um sistema de organização pessoal e pode já te ajudar com essas coisas.

Outras ferramentas também são boas e recomendo algumas aqui no site.

Próximos passos

Muito bem! Se você achou tuda essa reflexão interessante, fico feliz e te digo que é realmente só o pontapé inicial.

Minha dica pra você é vá com o coração aberto para o que é novo. Quando eu iniciei nesse caminho eu não fazia ideia do que iria encontrar, apenas sabia que não aguentaria passar horas dentro de um escritório fazendo trabalho para outras pessoas. Queria algo meu e que eu pudesse ser responsável pela definição da minha jornada.

Minha visão do que seria essa vida autônoma era muito diferente do que realmente aconteceu e não incentivo tomar meus exemplos como a verdade que acontecerá contigo. Cada um é diferente e cada jornada é distinta.

Mas se estamos com humildade e buscando um impacto positivo, as portas vão se abrindo.

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