
Um instituto de pesquisa vinculado às Nações Unidas criou dois avatares com inteligência artificial destinados a ensinar as pessoas sobre questões relacionadas aos refugiados.
Um experimento realizado por uma turma do Centro de Pesquisa de Políticas da Universidade das Nações Unidas resultou na criação dos agentes de IA: Amina, uma mulher fictícia que fugiu do Sudão e passou a viver em um campo de refugiados no Chade, e Abdalla, um soldado fictício associado às Forças de Apoio Rápido, uma força paramilitar do Sudão.
Os usuários deveriam poder interagir com Amina e Abdalla por meio do site do experimento, embora tenha sido relatado um erro durante o registro ao tentar acessar na tarde de um sábado.
O professor Eduardo Albrecht, da Universidade de Columbia e pesquisador sênior no centro, declarou que ele e seus alunos estavam “apenas brincando com o conceito”, sem propor essa abordagem como solução para as Nações Unidas.
Um artigo que resume esse trabalho sugeriu que esses avatares poderiam, futuramente, ser utilizados “para rapidamente convencer doadores”. Entretanto, o mesmo documento destacou que muitos participantes do workshop que interagiram com os agentes responderam negativamente, afirmando, por exemplo, que os refugiados “são muito capazes de se expressar por si mesmos na vida real”.
