Resumo

Se a inteligência envolve, essencialmente, a capacidade de agir com agência, a inteligência artificial geral (AGI) no sentido humano não pode ser alcançada apenas por meio da computação.

Se uma ação é fruto de manipulação externa, ela não expressa inteligência; somente ações livres conseguem fazê-lo. Sob essa perspectiva, cada escolha humana genuinamente livre gera novas informações. Em contrapartida, os computadores se destacam no processamento de informações: eles armazenam, calculam, aplicam regras e identificam padrões, mas não originam informações no sentido humano.

Portanto, o termo “inteligência artificial geral” (AGI) pode se referir somente à capacidade computacional, que é apenas uma parte da inteligência em nível humano.

Enquanto a inteligência consiste em uma computação rápida e adaptativa — permitindo que calculadoras superem humanos em aritmética e que sistemas contemporâneos sejam superiores em buscas e na descoberta de padrões em grande escala —, quando se trata de inteligência enquanto capacidade de escolher com um propósito, a computação isolada não é suficiente.

Em resumo:

  • A inteligência natural gera informação algorítmica (K(x)).
  • A inteligência artificial não gera informação algorítmica (K(x)).