A.I. vs. A.I.

Examinamos como a tecnologia está sendo usada contra ela mesma.
A inteligência artificial não serve apenas para elaborar redações ou realizar pesquisas na web – ela também se transformou em uma arma. Na internet, tanto os defensores quanto os atacantes já utilizam essa tecnologia para seus próprios fins.
Ofensiva: Bots e algoritmos estão por trás de grande parte dos crimes cibernéticos. Golpistas os utilizam para criar deepfakes e golpes de phishing. Precisa de um malware para roubar dados? Um chatbot pode gerar esse código. Além disso, os bots também fabricam desinformação. Enquanto Israel e Irã trocavam mísseis no mês passado, ambos inundavam a internet com propagandas impulsionadas por inteligência artificial.
Defesa: Empresas de cibersegurança empregam a IA para interceptar tráfego malicioso e corrigir vulnerabilidades em softwares. Na última semana, o Google anunciou que um de seus bots encontrou uma falha em um código utilizado por bilhões de computadores – uma vulnerabilidade que criminosos cibernéticos almejavam explorar, representando provavelmente a primeira vez que uma IA alcançou tal feito.
No passado, a cibersegurança era um processo lento e trabalhoso. Hackers humanos desenvolviam novos ataques e, em seguida, as empresas de segurança ajustavam suas defesas para mitigá-los. Hoje, essa dinâmica evoluiu para um jogo de gato e rato, movimentado na velocidade da inteligência artificial. E as consequências não poderiam ser mais sérias: estima-se que o cibercrime deve custar ao mundo mais de 23 trilhões de dólares por ano até 2027 – um valor superior à produção econômica anual da China.
Este cenário evidencia como a chegada da IA no campo da segurança cibernética impacta a internet e os bilhões de pessoas que a utilizam diariamente.
O cerco
Os novos agentes do cibercrime são, na verdade, robôs. Eles produzem textos com gramática impecável e codificam como programadores veteranos, solucionando em segundos problemas que desafiavam as pessoas há anos.
