E-mail – Reflexão da semana #17.

Opa, tudo certo?

Por aqui ta tudo bem!

No ano passado eu me envolvi profundamente com leituras e estudos focados nas tendências para os próximos anos nas áreas de tecnologia, desenvolvimento pessoal, relacionamentos e também num aspecto mais global de comportamento.

O que eu percebi é que tem um lado apontando para a época mais conectada e de empatia entre os povos do mundo e outro lado indicando que vem guerra, xenofobia e desastres pela frente.

Mas algo que eu acho bem interessante é que muito se fala das tendências e dos prováveis caminhos, mas pouco se fala do nosso papel em acelerar ou disruptar um provável futuro.

Desde que tive contato com os conceitos de futurismo (através do Tiago Matos, Peter Diamandis e outros), algo que me chamou muita a atenção é que o papel de um futurista não é prevêr o futuro, mas sim identificar tendências e acelerar o futuro daquelas tendências que considera interessantes ou positivas.

Esse conceito de acelerar o futuro pra mim é super importante, pois se relaciona diretamente com o meu posicionamento profissional de assumir a responsabilidade.

Se há uma tendência para o mundo ser positivo, eu quero ativamente participar na construção desse futuro em vez de apenas o observar.

Pensando nisso tudo, quero hoje compartilhar com você algumas tendências que acredito serem importantes para frente. Tendências que podem impactar positivamente nossa relação com o planeta, com os outros e com nós mesmos.

1- Minimalismo (ou essencialismo)

O termo minimalismo se refere à existência de um filtro de importância e necessidade para as coisas. Significa sempre questionar se a presença de um objeto, pensamento, aplicativo, rotina, ação, pessoa e outros faz sentido.

Do ponto de vista mais objetivo, é a ideia de que não precisamos de muitos objetos ou informações para viver bem. Mas mais do que isso, é entender que o excesso vai é nos prejudicar.

Uma tendência para o futuro do minimalismo é interessante pois está relacionada diretamente com a diminuição do consumo desenfreado. Quanto mais consumimos, mais estamos poluindo e mais estamos tirando o foco do que é importante na nossas vidas.

Para acelerar esse futuro, basta querer questionar e mudar seus hábitos de consumo progressivamente. Tanto consumo de bens e objetos – como uma nova roupa -, quanto o consumo de informações – como nas redes sociais.

2- Trabalho freelancer e autônomo

Sem querer ‘puxar a sardinha pro meu lado’, nesse ponto aqui você sabe bem que estou bastante envolvido. Digamos que estamos num momento em que várias áreas estão se convergindo para apontar a tendência de que devemos ser responsáveis pelas nossas profissões.

De um lado, temos o desenvolvimento cada vez mais rápido de inteligências artificiais, algorítmos de aprendizado de máquina e também automação. Quanto mais isso evolui, melhor as máquinas realizam os trabalhos anteriormente feitos por nós, pessoas.

Isso significa que muitos profissionais – até de profissões renomadas como médicos, advogados e engenheiros – não terão muita chance competitiva em alguns anos.

Novas profissões surgirão. Sim! Mas não só a velocidade com que elas poderão mudar será grande quanto pode ser que as máquinas também as conquiste antes mesmo de nos acostumar com elas.

Já de outro lado, temos também um momento na tecnologia que facilita o trabalho online e direto com clientes. Inúmeros softwares e marketplaces estão sendo criados para alimentar e expandir a capacidade de atuação de profissionais freelancers. Ganha-se mais do que em empregos tradicionais e tem-se mais liberdade de trabalhar aonde e como quiser.

Para acelerar esse futuro, você pode experimentar se aventurar oferecendo seus serviços como freelancer ou investir na criação de ferramentas que ajudam esse mercado a crescer.

3- Vegan

É indiscutível o poder e o crescimento do movimento vegano no mundo. Mesmo no Brasil, podemos ver cada dia mais produtos, restaurantes, informações e pessoas envolvidas.

Essa mudança na dieta e no estilo de vida é liderada por três razões principais:

a) Meio ambiente

b) Cuidado com os animais

c) Saúde

Não vou entrar em detalhes, pois pode achar muita informação, artigos e documentários online, mas posso dizer que acelerar esse futuro tem grandes impactos positivos na qualidade de vida do planeta e de seus residentes.

Para se envolver, eu sugiro testar uma semana e/ou um mês sem comer carne. Ou então diminuir consideravelmente o seu consumo. Pode começar já eliminando tudo de uma vez ou então virando vegetariano primeiro. No fundo não importa como você leve esse desenvolvimento, pois qualquer redução já causa um grande impacto.

4- Autodidata

Esse tópico é interessante e controverso. Ser autodidata significa aprender sozinho os conceitos e informações. Se por um lado você ganha autonomia e assume a responsabilidade pelo seu desenvolvimento, por outro pode ser que você não tenha as informações corretas ou mais atualizadas sobre o assunto.

Aprender sozinho não é nenhuma novidade. Desde ‘sempre’ que temos a capacidade e a curiosidade para buscar educação fora das instituições tradicionais de ensino. Porém, a internet abriu as portas para uma avalance de informações e cursos que estão a um clique de distância.

Só pelo YouTube é bem provável que você já consiga aprender qualquer tópico desejado.

Como comentei, esse movimento é extremamente positivo quando olhamos pelo ponto de vista de que não precisamos de ‘permissão’ para nos educar. Não há necessidade de passar no processo seletivo de Harvard para ter acesso aos seus cursos, afinal as aulas estão gravadas e disponíveis online gratuitamente para quem tiver interesse.

Por outro lado, nem sempre buscamos aprender quando autodidatas com os cursos dessas instituições de ensino. Acabamos entrando no YouTube, Facebook, Instagram, Wikipedia e blogs para obter as informações e, ainda por cima, acreditamos fielmente nessas informações como se fossem verdades.

Naturalmente, profissões que necessitam de um controle maior (como medicina) vão exigir um diploma, mas muitas outras – especialmente ligadas ao mundo digital – não vão ligar muito pra isso.

Eu mesmo me formei em Relações Internacionais e hoje trabalho com tecnologia, área essa que aprendi praticamente tudo ‘sozinho’.

Para acelerar esse futuro, minha recomendação está mais ligada com o pensamento de como podemos melhor organizar e curar as informações para facilitar o aprendizado daquilo que querermos ensinar seja mais objetivo e com base em informações validadas e mais reais.

5- Menos religião e mais espiritualidade

Uma outra consequência da maior conectividade atualmente é que temos acesso cada vez mais a outras culturas e seus costumes. Com isso, estamos em constante contato com outras formas de interpretar as perguntas respondidas pela religião.

De onde eu vim? Pra onde eu vou? Quem que eu sou? Por que estou aqui? Onde estou?

As religiões, em geral, surgiram dessas perguntas, mas se desenvolveram como instituições de poder. E como instituições de poder, vemos na história a constante opção por manter e expandir o número de fiéis como sendo mais importante do que a própria busca por uma resposta e experiência espiritual para as perguntas existenciais.

Vendo tudo isso do ponto de vista globalizado, temos mais acessoàs religiões e culturas dos outros. Por isso, mais duras as nossas próprias religiões acabam tendo que ser para chamar tudo aquilo que é diferente de ‘mentira’ e nos manter alienados do resto do mundo. Uma ação natural de autopreservação.

Então há uma briga contra o acesso à informação para a manutenção das pessoas como ignorântes. É a mesma briga que governos autoritários tem que enfrentar. Quanto mais conhecimento, mais difícil é aceitar dogmas, ‘verdades’ únilaterais e discursos publicitários.

Quanto mais educação, mais se compreende que existe muito mais nessa vida do que aquilo que vemos. Junto com isso, vem a humildade de que provavelmente também não vamos ter nunca a capacidade de compreender a ‘verdade’.

Tendo como base esse pensamento, a espiritualidade vem como uma resposta interessante, pois ela não indica um relacionamento com as instituições de poder. Mas sim uma relação com o desconhecido que não precisa ser a verdade universal.

Acredito como sendo positivo um futuro em que cada vez menos as instituições religiosas possam exercer seu poder de manipulação ao mesmo tempo que não há necessidade de desfazer comunidades e grupos envolvidos com a espiritualidade e amor advindos das crenças e fé.

Essa relação espiritual não institucional é interessante também pois não há restrições no convivo com outras pessoas que não partilham das mesmas crenças e não há necessidade de converter ninguém para acreditar naquilo que pensamos. Não só existe mais tolerância, como também mais amor em compreender que o mundo é grande demais para que uma só interpretação da verdade exista.

Acelerar esse futuro tem muito mais a ver com não depender nossas crenças de uma instituição global, mas sim encontrar a paz e o amor da fé através da nossa relação com ela própria e com as comunidades ao nosso redor. Sem a necessidade de envolvimento financeiro, compromisso absoluto, dogmas ou outras relações que nos colocam à mercê das vontades de outros indivíduos.

Resolvi focar nesses 5 pontos nesse texto pois já acabou ficando bem longo. No entanto, existem várias outras tendências que são interessantes para os próximos anos e, assim como mencionei no início, também para cada uma dessas há uma tendência contrária com também muita força.

Por isso, minha sugestão e intuito com essa comunicação é que você não se sinta fora da construção do futuro e sim faça parte da aceleração dos impactos positivos que deseja para o mundo.

Inclusive, quero saber quais desses pontos você mais achou interessante. Responde aí!

Um abraço,

André

Divirta-se!