Impactos Geopolíticos e Tecnológicos da Inteligência Artificial

No dia 16 de janeiro, estrategistas, pesquisadores e responsáveis por políticas públicas se reuniram para discutir como as tecnologias de inteligência artificial estão moldando a dinâmica do poder global, a segurança nacional, o desenvolvimento econômico e os marcos que regem a governança e a cooperação entre nações.

Desafios e Normas Internacionais

Embora as tensões geopolíticas dificultem a criação de estruturas globais para o desenvolvimento e a implantação da IA, acordos intergovernamentais vêm ganhando espaço. Exemplos como o EU AI Act, a Convenção-Quadro do Conselho da Europa sobre Inteligência Artificial e os Princípios sobre IA da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) buscam estabelecer padrões que equilibrem inovação, equidade e segurança.

Além dos 38 países membros da OCDE, diversos países não-membros também aderiram aos Princípios sobre IA, entre eles Argentina, Brasil, Egito, Malta, Peru, Romênia, Singapura, Ucrânia e Uruguai. A Convenção-Quadro do Conselho da Europa, por sua vez, foi elaborada com a colaboração dos 46 Estados-membros, países observadores e outras nações não-membros.

O Desafio para o Sul Global

Devido ao desequilíbrio de poder global, nações em desenvolvimento, especialmente aquelas no chamado Sul Global, estão ficando para trás na corrida rumo à inteligência artificial geral. Esses países têm defendido a cooperação internacional como forma de fortalecer suas capacidades locais, sem perder sua autonomia.

Parcerias Internacionais como Caminho para a Inovação

Parcerias estratégicas, como o Acordo Administrativo EUA-UE de 2023 para a Inteligência Artificial com Fins Públicos, são fundamentais para estimular a cooperação científica e tecnológica. Tais iniciativas incentivam o uso da IA na resolução de grandes desafios, abrangendo áreas como saúde, educação, gerenciamento de desastres e prestação de serviços públicos.