Comprar tecnologia não é suficiente, empresas devem construir uma força de trabalho preparada para IA: Relatório do Google
Nova Délhi, 7 de janeiro de 2026 (ANI): As empresas que desejam prosperar na era da inteligência artificial precisam ir além da simples aquisição de novas tecnologias e concentrar-se na construção de uma força de trabalho preparada para a IA, destacou um relatório do Google.
O relatório ressalta que a mudança empresarial mais significativa de 2026 não se tratará apenas de ganhos de eficiência, mas de uma transformação fundamental, centrada nos colaboradores e impulsionada pela IA.
Foi afirmado que “as organizações devem ir além da simples compra de tecnologia e se concentrar na construção de uma força de trabalho preparada para a IA”.
O documento menciona que essa transformação requer uma estratégia holística de aprendizado em IA, fundamentada em cinco pilares essenciais. No cerne dessa abordagem está o uso de agentes de IA – sistemas que combinam a inteligência de modelos avançados com acesso a ferramentas, permitindo que atuem em nome dos usuários, mas sempre sob supervisão humana.
O primeiro passo, segundo o relatório, é estabelecer metas claras. As organizações precisam identificar o que é mais importante e o que pode ser mensurado.
Por exemplo, uma meta empresarial pode ser alcançar 100% de adoção de ferramentas de IA em toda a organização, de modo que cada membro da equipe utilize, a cada etapa do fluxo de trabalho, um agente de IA para aprimorar a memória, a agilidade ou o raciocínio.
O relatório destaca a importância de formar a equipe certa para impulsionar as iniciativas de IA. Um grupo central composto por três partes interessadas – um patrocinador executivo, um líder de base e um acelerador de IA – pode garantir uma comunicação contínua e manter o ímpeto da adoção da IA.
Para sustentar o engajamento e recompensar a inovação, foi recomendada uma estratégia em camadas utilizando plataformas interativas e comunicação consistente. Um hub digital com uma troca de ideias gamificada e um quadro de líderes pode ajudar a coletar e reconhecer casos de uso de IA, enquanto o aprendizado entre pares evidencia aplicações bem-sucedidas em diferentes funções.
A integração da IA nos fluxos de trabalho diários é outro pilar fundamental. O relatório sugere a realização de hackathons internas, onde equipes desenvolvem e apresentam soluções de IA, com ideias vencedoras podendo integrar os programas oficiais da empresa.
Por fim, o relatório alerta para os riscos crescentes. À medida que as ameaças cibernéticas aceleradas pelos agentes se tornam mais sofisticadas, os colaboradores devem ser treinados em frameworks confiáveis, uso adequado de dados e na identificação de ameaças impulsionadas por IA, como a engenharia social.
Para a perspectiva de 2026, o relatório aponta que os colaboradores definirão cada vez mais os resultados desejados, enquanto os computadores, utilizando grandes modelos de linguagem e agentes, determinarão como alcançá-los. Dessa forma, os funcionários se tornarão o principal motor de inovação e crescimento.
