A Primeira Guerra de IA

Embora a inteligência artificial (IA) já tenha sido utilizada em conflitos anteriores, a guerra em Gaza que se seguiu ao ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro originou o que muitos consideram ser a Primeira Guerra de IA. Esse novo cenário vem moldando táticas de batalha, a coleta de informações, a defesa cibernética e até mesmo a opinião pública.

Integração Rápida da IA na Defesa e na Cibersegurança

Desde 7 de outubro de 2023, a integração da IA em áreas como defesa, cibersegurança e comunicação de massa ganhou um ritmo acelerado. No contexto dos combates modernos, a capacidade de processar e analisar grandes volumes de dados em tempo real é essencial para garantir que soldados e tomadores de decisão tenham acesso a informações precisas e atualizadas, construindo um panorama situacional que permite a identificação rápida de alvos.

IA como Ferramenta Estratégica na Ciberdefesa

Além dos conflitos convencionais, a inteligência artificial emergiu como um poderoso recurso na luta contra ameaças cibernéticas. Durante o conflito, houve relatos de que Israel empregou o sistema Cyber Dome – que incorpora capacidades de IA – para combater e mitigar múltiplas ameaças e ataques cibernéticos, inclusive contra infraestruturas críticas e provenientes de grupos ligados ao Irã.

Especialistas também destacaram o uso da IA na cibersegurança para enfrentar o aumento das ameaças virtuais. Segundo Sergey Shykevich, gerente do grupo de inteligência de ameaças da Check Point, a tecnologia está sendo crucial para contrapor a crescente onda de ataques cibernéticos direcionados a Israel.