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Reguladores de Nova York estenderam a permissão de testes de veículos autônomos da Waymo até o final de 2025, conforme anunciou a empresa nesta quarta-feira.

O alvará havia sido inicialmente concedido em agosto para permitir que a Waymo testasse seus robotaxis na cidade até o final de setembro. Os termos permanecem os mesmos: a empresa pode operar até oito veículos Jaguar I-Pace em Manhattan e no centro de Brooklyn, sempre com um operador de segurança humano ao volante. Segundo um porta-voz da Waymo, essa autorização isenta os motoristas da empresa da regra de Nova York que exige que se mantenha uma mão no volante o tempo todo.

A extensão da permissão sinaliza que a Waymo está se aproximando de se tornar a primeira empresa de veículos autônomos a lançar um serviço de robotaxi nas ruas caóticas e densamente povoadas de Nova York. Atualmente, a companhia opera um serviço comercial em cidades como San Francisco, Austin, Atlanta, Phoenix e Los Angeles, e planeja iniciar operações para o público em Miami, Washington, D.C., Dallas, Denver e Nashville ao longo do próximo ano.

O deputado Brian Cunningham, que patrocinou a legislação estadual sobre veículos autônomos, afirmou: “Estou encorajado em ver Nova York avançar com testes que demonstrarão como essa tecnologia pode melhorar a segurança, reduzir a congestão e expandir a mobilidade. Este é o tipo de inovação cuidadosa que nos permite preparar para o futuro enquanto asseguramos que o progresso funcione para os nova-iorquinos.”

Mesmo assim, a Waymo ainda enfrenta desafios em Nova York – uma cidade na qual a empresa, pertencente à Alphabet, vem tentando operar desde 2021. Mesmo com a permissão atual, a Waymo não pode transportar passageiros ou operar um serviço comercial de robotaxi sem obter licenças específicas da Comissão de Táxis e Limusines da cidade. Um porta-voz da empresa não comentou se há negociações para a solicitação dessas licenças.

Outro obstáculo é a inexistência, em Nova York, de uma estrutura regulamentar que permita a empresas de veículos autônomos testar ou implantar robotaxis sem a presença de um motorista de segurança. Embora já tenha sido proposta legislação para criar um marco que viabilize a operação sem motorista, ainda não há nenhuma lei aprovada nesse sentido.