E-mail – Reflexão da semana #16. Enviado em 11 de Janeiro de 2020.

Olá, olá!

Depois de uma breve férias nos conteúdos por aqui, iniciamos esse ano com um email bem especial.

Uma reflexão que pode definir como será esse próximo ciclo de 12 meses.

Estou lendo um livro que estava na minha lista há um bom tempo mas estava sempre colocando outros na frente. Para iniciar as leituras do ano, portanto, peguei o livro Des Foda-se do Gary John Bishop.

Como diria um grande amigo: “Se um livro, uma palestra, um evento, etc me dá pelo menos uma grande sacada, valeu a pena.” E esse livro já começou com uma reflexão muito simples, mas que já me colocou num estado diferente para enfrentar esse ano.

E, também, como é de costume, estou trazendo a reflexão aqui para dividir com você. Então vamos lá!

Início de ano tendemos a fazer nossas resoluções para o ano que vem. E normalmente pensamos naquilo que gostaríamos de fazer. No tipo de pessoa que desejamos ser. Nos hábitos que queremos implementar.

No entanto, nossa linguagem sempre é uma linguagem de possibilidade no tempo futuro. Raramente é uma de determinação no tempo presente.

Não é novidade que a maneira que pensamos reflete em como agimos e como vemos a vida. O mesmo tanto que acreditamos em nossa racionalidade e controle é, na verdade, o tanto que nossa mente é vulnerável na realidade.

Tendo como pressuposto essa situação – e chegando ao ponto que mais me interessou – há uma pergunta muito simples que podemos fazer para nós mesmos com relação aos nosso objetivos para o ano.

Estou disposto a …?

Se quero fazer muito exercício para ter um corpo sarado, estou disposto fazer o que for necessário para atingir esse objetivo? Passar horas na academia, regular alimentação, dormir mais horas por dia, etc.

Se quero guardar dinheiro, estou disposto a sair menos, deixar de comprar coisas fúteis, trabalhar mais horas, etc?

Muitas vezes quando pensamos nos nossos objetivos e resoluções de ano novo, estamos focados apenas no resultado. Em como imaginamos que vamos nos sentir quando nosso objetivo estiver completo. O que faremos com nosso novo corpinho, o dinheiro guardado, o novo projeto, o novo trabalho e por aí vai. No entanto, esquecemos de pensar no real esforço que é para alcançar esse objetivo.

Se declaramos essa disposição, estamos afirmando para nós que estamos cientes e tranquilos com todas as dificuldades e necessidades para completar os objetivos.

Ao mesmo tempo, quando entendemos que não estamos dispostos a enfrentar todo o esforço em comparação ao resultado/objetivo, então é uma ótima oportunidade de livrarmos nossa cabeça de algo que, no fundo, não vamos conseguir atingir.

Na hora que compreendi esse conceito, me veio na cabeça inúmeras vezes que me propus a fazer algo e nas primeiras dificuldades eu não abri mão dos meus antigos hábitos e quebrei meu compromisso. Isto é, não cumpri minha resolução.

Iniciando esse ano, estou questionando minha lista de objetivos. Pensando em cada uma das metas e hábitos e realmente trazendo elas para o presente.

Eu sou …

Eu faço tal coisa dessa maneira.

Eu tenho a capacidade …

Além disso, estou me questionando sobre as consequências no dia a dia para o que me propus. Somente aquelas que sinceramente eu estou disposto eu vou manter.

Mesmo depois de pouco tempo dessa reflexão, minha cabeça já pareceu um pouco mais leve. Eu não preciso cumprir um milhão de coisas que meu imaginário acha interessante. Vou acabar só me frustrando mesmo depois que não conseguir.

Prefiro focar naquilo que realmente é importante e que estou disposto a mudar.

E você? O que está disposto a fazer nesse ano?

Um abraço,

André

Divirta-se!