E-mail – Reflexão da semana #14. Enviado em 02 de Outubro de 2019.

E aí, tudo certo?

Por aqui to bem animado com alguns novos projetos que em breve vou divulgar 🙂

Tenho estudado muito sobre várias áreas relacionadas com desenvolvimento pessoal, marketing, história e redação (ou como os ‘pops’ dizem: copy writing).

E toda vez que tenho essas imersões de aprendizados ou quando me confronto com novas ideias e visões de mundo bate aquela sensação de expansão de consciência.

Um sentimento que é uma mistura de empolgação, de negação, de novas e ideias, de felicidade e até de lamentação em alguns momentos.

Nesse e-mail de hoje quero comentar um pouco sobre esse momento tão bacana é que é quando aumentamos nossa visão do mundo através do conhecimento.

Para começar, acredito que a maneira de encarar os aprendizados é a chave para qualquer mudança positiva.

Isto é, sempre ao iniciar uma jornada de aprendizado você pode:

Acreditar que sua visão de mundo já é bem grande e que no máximo vai aprender alguns detalhes aqui e ali.

ou

Estar aberto e humilde para se questionar e realmente expandir a consciência.

Confesso que não é toda vez que eu estou com a mentalidade do estudante humilde. Tem vez que começo lendo livros, assistindo palestras ou conversando com alguém com a primeira opção ali em cima.

No entanto, quando eu estou me sentindo bem comigo mesmo e confiante, é uma delícia me sentir como um aprendiz novamente.

Quando estamos fechados em nossos preconceitos do mundo, é muito difícil deixar entrar novas ideias. Afinal, sempre conseguimos justificar nossa visão de mundo com argumentos lógicos e que, para nós, parecem verdadeiros.

Aí quando uma informação que desafia nossas concepções aparece tendemos a ignorá-la antes mesmo de a considerar como uma opção.

Estamos fechados para o aprendizado.

Não sei te dizer quantas vezes já fui surpreendido ao ler um livro ou ao ter contato com uma informação que previamente já sabia. Mas é como se só na quinta vez que a informação fez sentido e pude compreender a vida de uma outra maneira.

Mas na verdade não é só pela repetição dos conceitos que podemos mudar nossa visão. Talvez, apenas nessa quinta vez que estava com humildade e aberto o suficiente para aceitar a expansão da consciência.

Então, depois que estamos abertos para sermos surpreendidos, entra a parte mais interessante: o aprendizado.

Não há verdade universal no mundo. Inclusive essa é a base para o método científico. Se não há verdade, sempre podemos confrontar conceitos já existentes quando aumentamos nossa percepção de mundo.

Se a chuva antes era um fenômeno dos Deuses e depois foi explicada pela dinâmica dos ares quentes e frios, hoje já conseguimos prever como será o dia seguinte porque já compreendemos muito mais dela.

Mas o jeito que entendemo a chuva é a verdade definitiva? De jeito nenhum!

Ainda há – e provavelmente sempre haverá – maneiras novas de entender o fenômeno através de novas tecnologias ou teorias.

E isso vale para tudo na vida.

Tem uma história que às vezes eu conto que aconteceu comigo no Ensino Médio. A professora de física estava ensinando que a velocidade da luz era a velocidade mais rápida existente. Ensinou isso de forma definitiva.

Por acaso, eu estava lendo um livro sobre física quântica (O Universo Autoconsciente) e já estava sendo influenciado pela relatividade.

Ai questionei a professora que simplesmente não conhecíamos uma velocidade maior. Fui criticado e desencorajado a pensar daquela maneira, mas fiquei quieto e segui.

Alguns anos depois, fiquei empolgado ao ler que já haviam estudos que indicavam partículas mais rápidas que a da luz.

Então, resumindo, para expandir nossa consciência precisamos primeiro estar abertos e humildes para aceitar novas ideias de mundo e também aceitar que na vida não há verdades absolutas.

E por que devemos expandir a consciência? É algo que vai melhorar nossa vida?

Aí que entramos nos dois lados dessa jornada.

De um lado, expandir a consciência significa compreender um pouquinho mais do mundo. Compreender tanto aquilo que sabemos que nós sabemos quanto aquilo que nós sabemos que não sabemos ainda.

Essa expansão significa ter uma sensibilidade maior com a complexidade da vida. Ter mais empatia com os outros por sabermos que os contextos importam. E também ter mais capacidade de inovar ao conectar conceitos distintos.

No entanto, do outro lado uma maior consciência pode nos paralisar. É muito mais fácil agir com verdades absolutas. É muito mais fácil darmos nossa vida por causas quando não sabemos que tudo tem um lado positivo e um lado negativo.

É muito mais difícil, então, você defender uma ideia com integridade sabendo que, no fundo, o meio do caminho provavelmente é o mais interessante.

Imagine defender o capitalismo sabendo que a miséria não é uma opção, mas sim é uma necessidade para que o sistema funcione. Agora imagine defender o comunismo sabendo que a corrupção e a miséria generalizada fazem parte de desafios muito mais difíceis de se combater. Os dois são difíceis, não é?

Não tem como defender uma única visão de mundo sem fechar os olhos para algumas coisas.

Quanto mais expandimos a consciência, mais acabamos entendendo que há pontos bons e ruins em tudo. E como já diz a famosa frase:

“Quando você vê, não consegue mais desver”

Quis trazer essa reflexão hoje pois estou exatamente em um momento de confronto interno. É muito gratificante poder olhar para algumas coisas e ver que agora entendo um pouco mais do que antes.

Ao mesmo tempo, não consigo mais trabalhar com algumas coisas que antes eram normais e pareciam ser o caminho.

Você já se sentiu assim?

Me conta um pouco sobre como pensa sobre essa expansão de consciência.

Um abraço,

André
Divirta-se!