Há uns meses, ganhei um novo título:

Pai.

Um título que, por si só, não carrega a responsabilidade. Diferente da mãe, que carrega o filho por quase 10 meses na barriga, homens tem a escolha, a liberdade e a autonomia.

Ser pai para além do cargo envolve assumir as responsabilidades, abrir mão também de sua liberdade e enfrentar junto as dificuldades e maravilhas de se ter um filho.

Eu quero ser esse tipo de pai. Que está presente. Que não “ajuda” na criação, mas cria. Que não acha que sabe ser pai, mas estuda.

Por isso, estou iniciando hoje aqui no blog mais uma categoria: Paternidade.

Quero compartilhar aqui meus aprendizados, desafios e alegrias. Tudo aquilo que acredito que pode também ajudar pais por aí.

Nova vida

Junto com a vida do filho ou filha, inicia também a vida do papai. Com isso, as prioridades mudam e é uma ótima oportunidade para questionamentos internos.

Naturalmente, cada um de nós entende esse momento de uma maneira diferente.

No entanto, ao assistir ontem a série da Netflix “Bebês em Foco”, descobri algo muito interessante.

Depois de várias pesquisas com os níveis de ocitocina (hormônio do amor) e da amígdala no cérebro (responsável, entre outras coisas, por reações emocionais), perceberam que nas mães:

  • Há níveis de ocitocina mais altos tanto durante a gravidez e parto quanto depois do nascimento. Em especial, isso tem relacionamento com a interação com o novo ser.
  • O tamanho do hipocampo fica maior na mãe do que no pai, o que se relaciona – além da memória – com a preocupação, atenção e cuidado com o novo ser.

No entanto, o mais interessante é que, se o pai assume de fato a responsabilidade pelo cuidado, os mesmos efeitos podem ser observados.

A função de cuidar e criar é uma escolha e os efeitos emocionais e fisiológicos, assim como as conexões com os filhos, são resultantes do processo de assumir essa responsabilidade intimamente.

Ou seja, a conexão de homens com seus filhos e filhas pode inicialmente não ser tão evidente pela forte relação com a mãe pelo histórico da gestação, parto e amamentação, mas pode se tornar tão grande quanto.

Sobre o que quero falar

Naturalmente existem várias maneiras de cuidar, criar e se assumir como pai.

Eu não sei exatamente onde essa jornada vai me levar em relação a que tipo de conteúdo exatamente vou compartilhar.

Porém, há algumas linhas que quero seguir no momento e buscarei compartilhar sobre elas.

  • Disciplina positiva
  • Método Montessori
  • Ensino bilíngue

São pequenas diretrizes, mas que se expandem em centenas de detalhes e tópicos interessantes para discussão.

Como eu não sou nenhum especialista, considere sempre os conteúdos como caminhos possíveis e interessantes. Compartilharei referências, sugestões e também os resultados da minha experiência como pai.

Pela primeira vez, poderei dar informações em primeira mão de um dos benefícios que sempre comento de poder ter liberdade e autonomia profissional:

Poder dedicar tempo e atenção aos filhos.

Vamos ver como minha experiência se assemelha aos vários relatos que já tive, assim quais são as dicas que posso passar para você que também está no mesmo momento.

Espero também contar com sua contribuição com sugestões, críticas e incentivos, pois não é um momento simples ou fácil e quanto mais nos organizamos para ter apoio, melhor conseguimos assumir essa responsabiliade.

Divirta-se!