OpenAI assina contrato histórico com o Departamento de Defesa dos EUA

OpenAI assinou seu primeiro contrato oficial com o Departamento de Defesa dos EUA, comprometendo-se a fornecer e desenvolver tecnologias de inteligência artificial por US$ 200 milhões em um acordo de um ano, com foco principalmente na área de Washington, D.C.

No âmbito do acordo, a OpenAI auxiliará o Departamento de Defesa em áreas como saúde militar, análise de dados de programas e defesa cibernética proativa, com todas as aplicações devendo obedecer às políticas internas de uso da empresa. Esse contrato faz parte da iniciativa “OpenAI for Government”, que visa reunir as ofertas de IA da companhia para clientes do setor público, integrando parcerias já existentes com agências como NASA, NIH, Força Aérea e o Departamento do Tesouro.

Por meio dessa iniciativa, agências federais, estaduais e locais terão acesso aos modelos de IA da OpenAI em ambientes seguros e conformes com as normas. A empresa também oferecerá modelos personalizados para casos específicos de segurança e suporte técnico direto, com o primeiro projeto piloto sendo realizado em parceria com o Escritório Chefe Digital e de Inteligência Artificial do Departamento de Defesa.

Diretrizes éticas restringem o uso governamental

A OpenAI enfatiza que todas as aplicações governamentais devem seguir suas diretrizes internas de uso, que proíbem, por exemplo, o uso de reconhecimento facial sem consentimento, a categorização biométrica baseada em atributos sensíveis e o monitoramento das emoções no ambiente de trabalho. Decisões automatizadas em áreas como migração, concessão de empréstimos ou gestão de infraestrutura só poderão ser efetuadas após revisão por profissionais qualificados.

Além disso, a empresa vetou o desenvolvimento ou utilização de suas tecnologias para fins relacionados a armamentos, violência, destruição ou qualquer ação que possa causar danos a pessoas ou propriedades. O uso dos modelos para automação do autocuidado, auxílio em ciberataques ou vigilância não autorizada também é estritamente proibido, assim como operações de influência política, campanhas segmentadas ou disseminação de desinformação.