Nexus International alcança US$546M no primeiro semestre: a estratégia auto-financiada de Gurhan Kiziloz compensa

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Gurhan Kiziloz nunca levantou um centavo de investidores. Não porque não pudesse, mas porque escolheu não fazê-lo. Sua empresa, Nexus International – proprietária da plataforma de jogos Megaposta, avaliada em US$400 milhões –, hoje supervisiona uma operação global em expansão que inclui a marca de cassino Spartans.com. A empresa cresceu sem capital de risco, sem dívidas e sem a supervisão de um conselho. Para Kiziloz, essa decisão foi fundamental.

“Tenho muito orgulho e não vou tomar empréstimos”, declarou ele em uma entrevista recente. “Se eu posso construir sozinho, eu construirei.” Essa afirmação não é de rebeldia, mas sim sobre manter o controle. Para Kiziloz, ter o domínio sobre o produto, o ritmo e as prioridades é mais importante do que dividir os ganhos com outros.

Essa abordagem define o funcionamento da Nexus. Sem capital externo, as decisões são tomadas rapidamente, sem depender de aprovações de conselho ou de ligações de investidores. Se algo faz sentido, é executado; se não, é descartado. Simples, direto e imediato. Essa clareza traz eficiência, mas também pode ser isoladora – quando algo dá errado, não há ninguém para assumir a culpa ou dividir os custos.

No primeiro semestre de 2025, a Nexus registrou uma receita de US$546 milhões – mais do que o dobro do mesmo período do ano anterior – impulsionada, em parte, por sua agressiva expansão global e pela estratégia de plataforma adotada. A empresa caminha rumo a uma receita anual de US$1,1 bilhão, um número que, nos círculos tradicionais de capital de risco, normalmente viria acompanhado de uma longa lista de investidores, conselheiros e críticos. Mas não é o caso aqui.

O caminho auto-financiado nem sempre é romântico e traz desafios reais. A velocidade pode ser limitada pelos recursos disponíveis, o risco fica concentrado e a contratação pode ser mais lenta quando os fundos são escassos. Contudo, Kiziloz encara essas limitações como necessárias. “A maioria dos fundadores pede dinheiro cedo demais”, ele afirma. “Eles se colocam em desvantagem antes mesmo de terem algo que convença outros a se juntar. Construa primeiro. Depois pense em incluir outras pessoas.”

Essa filosofia de “construir primeiro” reflete-se na forma como os produtos da Nexus chegam ao mercado. Em vez de longos ciclos de planejamento e validação, a cultura interna prioriza a execução. As ideias passam rapidamente do conceito à implementação. Essa autonomia, contudo, traz consigo o ônus da autocrítica, a ausência de opiniões externas e a pressão para acertar logo de primeira. Kiziloz reconhece: “Eu erro o tempo todo. Mas quando acerto, compensa tudo.”

Nesse modelo, a convicção substitui o consenso. Não há comitês ou liderança diluída – uma abordagem que pode não funcionar para todos os empreendedores ou equipes, mas que para a Nexus gerou resultados expressivos: um aumento de 110% na receita em comparação ao ano anterior, uma base internacional de usuários em constante crescimento e uma estrutura de liderança clara, rápida e sem filtros.

Kiziloz não busca impor esse modelo para todos. Ele não defende que outros abandonem o financiamento externo. Sua experiência mostra que a decisão de se auto-financiar não é resultado de uma escassez de recursos, mas de uma preferência pessoal – é uma escolha sobre o tipo de empresa que se deseja construir e a pressão que se está disposto a suportar.

Quando questionado sobre o que aconteceria se a empresa falhasse, ele encolheu os ombros e respondeu: “Então eu recomeço. É simples assim.”

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