Mini-vida Floripa – Nômade Digital na Ilha da Magia

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Se há um lugar que vale a pena passar uma temporada como nômade digital é em Florianópolis.

No entanto, eu não sabia de nada sobre a cidade antes de tomar a decisão de ir pra lá e vou contar um pouco como foi essa experiência.

Nesse artigo vou mostrar algumas das razões pelas quais considero a decisão de passar um tempo em Floripa uma das melhores que fiz. Como foi a escolha, a temporada e também os aprendizados como nômade.

Se você possui liberdade profissional e está procurando um lugar bacana, vem comigo que vou te dar as dicas todas.

A decisão

Em 2016, eu tive minha primeira experiência como nômade digital em Chicago nos Estados Unidos.

Eu voltei para o Brasil e minha namorada ficou mais um mês por lá estudando Inglês. Quando ela voltou, a pedi em casamento e ficamos noivos até Junho de 2017, quando nos casamos de fato.

No entanto, em vez de buscar um apartamento para alugar ou algo assim, resolvemos assumir a postura de nômades mesmo e começar nossas Mini-vidas em um lugar. Ou seja, alugar um Airbnb e viver na estrada.

Para tomar a decisão precisávamos de algumas clarezas:

  • Financeiro
  • Trabalho
  • Local

Nesse caso específico, o financeiro e o trabalho estavam bem pois tinha a liberdade de trabalhar em qualquer lugar e uma renda estável.

No caso do local, tínhamos muitas dúvidas pois não sabíamos por onde começar. Tivemos algumas sugestões como Curitiba, São Paulo ou mesmo cidades na América Latina como Medelín e Santiago.

Porém, ao pesquisar os custos de vida e Airbnbs legais chegamos até Florianópolis. Alguns colegas de trabalho ou moravam lá ou tinham uma experiência boa então resolvemos dar uma chance.

Nem eu nem a Amanda. minha esposa, conhecíamos a cidade e confesso que quando me falaram que era uma mistura de mar e montanha eu fiquei bem confuso achando que era uma ilhazinha pequena e tal.

Mesmo assim, organizamos tudo e partimos.

A experiência

Quando chegamos em Floripa já era tarde no final da tarde e fomos recebidos no Airbnb por uma moça que cuidava do apartamento. Estava tudo limpo e bonitinho no local que escolhemos.

Algo que me marcou foi o sentimento que tive no momento que a moça saiu e nos deixou alí. Foi uma mistura de medo com empolgação. De ansiedade com tranquilidade. De alegria com tristeza.

Por um lado era uma experiência nova e intrigante, por outra estava longe de familiares e amigos. De um lado estava ansioso para não me sentir como um estranho ou turista e por outro estava animado para explorar. De um lado estava já com saudades pois foi de fato o momento que saí da casa da minha mãe e por outro empogado para ter liberdade.

Com o passar dos dias eu fui entendendo que não só tinha tomado a decisão certa na escolha do local como foi muito mais do que eu pensava ser possível no Brasil.

Segurança, meio ambiente conservado, praia, ar bom, animais pela cidade (inclusive vaquinhas que ficam no pasto ao lado de casa), internet boa, restaurantes bons, pessoas gentis, feiras orgânicas e muito mais. Esses primeiros dias foram tão impactantes que não precisou de muito tempo para começarmos a olhar apartamentos para alugar ou vender sonhando com um dia morar lá.

Pode ser uma experiência individual, mas foi algo incrível e que me fez apaixonar pela cidade. Eu adorava Belo Horizonte, mas eu tinha como comparação apenas cidades como São Paulo, Rio de Janeiro ou muitas outras dos interiores por aí. Mas quando chequei em Floripa compreendi que estava sendo ingênuo demais.

No momento que escrevo esse texto já estamos há dois anos na estrada como nômades e posso dizer que existem muitos outros lugares sensacionais também e alguns que chegam bem próximos de Floripa. No entanto, naquele momento não parecia haver outro lugar no mundo que chegasse aos pés.

Outro ponto sensacional é que eu e a Amanda somos veganos e foi incrível ter acesso a tantos restaurantes e locais que são “amigos dos veganos. Inclusive, parece que a região que ficamos é um centro de paz e amor cheio de lugares e pessoas incríveis e veganas.

Desafios

Naturalmente, sempre há desafios vivendo como nômades digitais.

Nessa primeira experiência como nômades, algo que foi bem difícil de estabelecer foi uma rotina. Além de ter toda a questão de adaptação a um novo local, eu viajava muito a trabalho e foi difícil ter uma rotina.

Um dia ia dormir tarde e acordar tarde, no outro dormia apenas 4 horas, no outro não almoçava e por aí vai. Cada dia era uma nova aventura e dificilmente seguia o mesmo padrão do dia anterior.

O trabalho, felizmente, mantinha bem e consegui o manter dessa maneira um pouco desorganizada.

Além disso, como casal jovem vivendo seus primeiros meses juntos em uma casa, tivemos inúmeros desafios para saber como se virar sozinhos. Organização das tarefas, limpeza, alimentação e o próprio convívio junto geraram tensões. Mas isso é algo que imagino ser bem normal entre casais e acho que acabamos lidando muito bem.

Conclusão

A Mini-vida Floripa foi nossa primeira experiência como nômades digitais e foi um dos maiores impulsos para continuarmos nessa vida nômade.

A experiência foi incrível. Aprender sobre um novo local, conhecer novas pessoas, ter rotinas diferentes e explorar cidades é um aspecto que me encanta muito da vida nômade.

Vou explorar em outros artigos alguns outros desafios, mas por hora gostaria de saber sobre você. Deseja viver como nômade? O que acha desse estilo de vida? Deixa abaixo nos comentários.

Curiosidade: O dia que chegamos em Floripa foi 15 de Agosto de 2017, exatos dois anos atrás.

Divirta-se!

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