Inteligência Orgânica na Era da Inteligência Artificial
Ser inteligente de forma orgânica nestes tempos é ser moderno — mas não como um robô desengonçado, que se move atrapalhadamente e apita ao ritmo de uma máquina. Trata-se, na verdade, de escolher entre o “real e o orgânico” e o “artificial e vagamente imponente”. É sobre assumir o controle da IA, em vez de ser seu subordinado, e sobre reconhecermos o que a inteligência artificial pode nos oferecer, sem nos entregarmos completamente a ela.
Na guerra, a IA tornará a devastação em massa algo extremamente fácil de ser realizado. A grande questão que se coloca é: deixaremos que a própria inteligência artificial determine esse apocalipse, ou será que nossa inteligência orgânica escolherá rejeitar e proibir esse tipo de suicídio coletivo?
Embora seja vantajoso adotar aspectos da inteligência artificial, é sábio e prudente valorizarmos o modo de ser orgânico. De forma metafórica, a inteligência orgânica representa, de maneira simples e direta, a capacidade de conhecer e consumir alimentos de verdade — não apenas simulacros alimentares —, de apreciar bebidas genuínas (incluindo um bom destilado de vez em quando), em oposição a refrigerantes e espumas sem substância.
Ser organicamente inteligente na era da IA significa ser verdadeiramente moderno — moderno por ter a liberdade de escolha, e não por agir como um autômato, movido por ritmos e sinais de uma máquina que não compreendemos nem controlamos.
