Braços Robóticos Macios para Tratamento Rápido no Pronto-Socorro

Os chamados braços robóticos macios estão ajudando a transformar os cuidados de saúde ao alcançarem áreas de difícil acesso no corpo humano.

O que há de novo

Um novo estudo sobre essa tecnologia demonstra que, embora os braços robóticos consigam guiar com sucesso um tubo de respiração para a traqueia – semelhante aos desenvolvidos por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Santa Bárbara – o procedimento se mostra mais indicado para ambientes de emergência. Mesmo médicos experientes podem encontrar dificuldades para visualizar adequadamente a traqueia, apesar de um extenso treinamento em intubação endotraqueal, conforme aponta o estudo publicado na Science Translational Medicine.

Entretanto, os pesquisadores identificaram altas taxas de sucesso no uso do dispositivo para intubação quando aplicado por médicos altamente treinados, técnicos de emergência e paramédicos, testados em manequins e cadáveres.

“Há uma enorme quantidade de morbidade e mortalidade em excesso. Pessoas se machucam e deixam de sobreviver por simplesmente não termos a destreza técnica para inserir esse tubo na traqueia de forma eficaz,” afirmou David Haggerty, pesquisador do estudo.

Como Funciona

O braço robótico macio possui dois componentes essenciais para posicionar corretamente o tubo respiratório e guiá-lo com rapidez e segurança para a traqueia. Haggerty destaca que essa tecnologia pode, idealmente, alcançar um maior número de médicos e facilitar seu treinamento para que possam atuar em situações emergenciais.

Segundo o pesquisador, o objetivo é conferir a esses profissionais uma espécie de “superpoder”, permitindo que, com habilidades mínimas de manutenção, consigam gerenciar com eficácia a abertura da via aérea em ambientes tanto altamente exigentes quanto mais tranquilos.

O que Vem a Seguir

Haggerty aponta que essa tecnologia oferece um “primeiro vislumbre empolgante” de como a robótica macia pode ser utilizada no tratamento do corpo humano, ampliando a capacidade de salvamento e assistência a mais pessoas.


Forças-Tarefa Estaduais de Inteligência Artificial e Segurança Online

A discussão sobre a proposta fracassada de uma moratória de 10 anos nos painéis estaduais de IA, prevista no “Big Beautiful Bill” do ex-presidente Donald Trump, acabou ofuscando as forças-tarefa estaduais de inteligência artificial. Segundo um relatório do Center on Technology Policy da New York University, cerca de 60 dessas forças-tarefa, compostas majoritariamente por funcionários do governo, surgiram em 41 estados. Esses grupos frequentemente enquadram a inteligência artificial como uma ferramenta que oferece tanto benefícios quanto riscos.

Por que isso é importante: Crescem as preocupações com a segurança de crianças no uso de IA, com diversas alegações de pais e ações judiciais apontando que os chatbots podem ser prejudiciais aos mais jovens.

Contexto

A Federal Trade Commission iniciou, na semana passada, uma investigação envolvendo várias empresas de tecnologia e os métodos que utilizam para analisar os efeitos de seus chatbots sobre os usuários mais jovens. Paralelamente, ex-funcionários da Meta afirmaram ao Comitê Judiciário do Senado que a empresa suprimiu pesquisas capazes de revelar danos causados por suas plataformas. Durante a audiência, Dani Lever, diretora de comunicação da Meta, classificou as alegações como “absurdas”.

A Meta se recusou a comentar a investigação da FTC. Duas das empresas sob investigação, Character.ai e Snap, afirmaram que priorizam a segurança em suas plataformas e demonstram interesse em colaborar com a agência. Além disso, a Meta, a Character.ai e a OpenAI já implementaram novas proteções para adolescentes.

Enquanto algumas forças-tarefa se concentraram na análise do uso da IA em seus estados, outras estão estudando seu impacto na sociedade. Vários desses grupos apoiam a criação ou a formalização de comitês estaduais especializados em inteligência artificial.