E-mail – Reflexão da semana #18.

Olá olá!

Tudo certo? Hoje quero fazer uma reflexão com você sobre prioridades. Mas não necessariamente sobre produtividade e priorização de tarefas. Na verdade nada a ver sobre isso.

Quando falo “O que é realmente importante”, me refiro sobre algo mais profundo. Aquilo que nos direciona para a tomada das nossas decisões.

Então, para iniciar quero te fazer uma pergunta: O que é mais importante para você na vida?

Família, saúde, segurança, trabalho, dinheiro, conexão espiritual. O que é aquilo que você coloca no topo das suas prioridades?

Para muitos, é difícil determinar uma única coisa. Inclusive, acabamos relacionando várias questões importantes que derivam uma das outras.

Por exemplo: Família é importante, então para sustentar essa família eu preciso de uma fonte de dinheiro para garantir a segurança e saúde dessas pessoas. Para isso, preciso de um trabalho que eu consiga evoluir e ganhar esse recurso financeiro. Mas para crescer num trabalho assim eu preciso fazê-lo bem e, quem sabe, gostar dele também. Então o que é realmente importante é achar um trabalho que eu goste! …mas será?

Não estamos acostumados a ter que lembrar da importância daquilo que, em teoria, consideramos como realmente importante na vida. Não compreendemos a dimensão da importância da família, da nossa saúde ou do próprio propósito da vida quando estamos lidando diariamente com as minúcias.

Durante um dia normal, lidamos apenas com as tarefinhas, os problemas imediatos, as surpresas, as alegrias momentâneas e por aí vai. E isso faz com que somente em momentos de reflexão ou de ocasiões excepcionais lembramos da dimensão da vida e damos um passo pra trás para a analisar.

No momento de um parto, o quão importante é a necessidade de atender a uma requisição de um cliente? No momento de morte de um familiar, o quão importante é o pagamento da conta atrasada de telefone? Que seja na final do campeonato em que seu time está participando, o quão importante é a necessidade de passar no supermercado para fazer compras?

Esperançosamente, quase nada importante seria a resposta para todas essas.

No entanto, enquanto estamos numa rotina – em um dia normal -, ocupamos nossa cabeça com essas questões como se fossem as mais importantes do mundo. Nos estressamos, nos culpamos, nos julgamos. E pior, culpamos os outros, julgamos os outros e estressamos os outros por elas.

Ando pensando muito sobre isso pois me vejo colocando a importância, o estresse e influências negativas por causa de questões secundárias; me esquecendo de apreciar e de me alegrar com aquilo que é realmente importante.

Eu ainda não sei a resposta para como centrar minha perspectiva das situações e diminuir a importância das coisas secundárias. Em especial isso é difícil porque estamos recebendo influências dos outros o tempo inteiro para determinar aquilo que deveria ser importante.

É um familiar brigando e nos dizendo que temos que levar a sério uma tarefa doméstica, é um cliente estressado por uma necessidade individual, é até o médico nos botando medo com relação a algum mau hábito que possuímos.

Não que essas coisas não sejam importantes, mas o que acontece é que a proporção que elas podem tomar ofusca tudo aquilo que deveria ser prioritário.

Já me vi inúmeras vezes com dificuldade de respirar, com dor de cabeça e negligenciando ‘coisas realmente importantes’ por causa de uma momentânia ansiedade no trabalho.

Isso não é bacana. E eu fico até pensando sobre o peso que é dado na sociedade para quem é “Responsável” – que mais até está ligado a questões do trabalho.

Aquela pessoa que sempre cumpre os prazos, que é ambisioso(a) e que está sempre disponível.

Me corrija se estiver errado, mas eu não acho que é provável esse tipo de pessoa está dando importância para aquilo é realmente importante. Isto é, dando importância para o que, em teoria, ela lista na hora que está respondendo a pergunta que lhe fiz no início do e-mail.

Pode se que tenha algumas pessoas que tem o seu trabalho realmente como a coisa mais importante. E aí tudo bem. Mas cada vez mais percebo que pra mim não é bem assim.

Racionalmente já tomei algumas decisões de priorizar família e a mim mesmo em detrimento do trabalho. Confesso que me senti ansioso. Mas acho que com o tempo vou me acostumando.

Não ligo de vez ou outra eu ser julgado de algo diferente de “compromissado”, pois vejo que cada vez mais eu não preciso almejar o topo em tudo. Talvez apenas deveria almejar o topo daquilo que é realmente importante.

Faz sentido? Você já pensou nesse tipo de coisa? Quero saber de você. Basta responder a esse e-mail.

Um abraço,

André

Divirta-se!