Vida Social – Série Desafios da Autonomia

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“Um dos maiores desafios da vida adulta é a dificuldade de fazer novos amigos.”

Um grande amigo comentou isso comigo há um tempo e realmente faz muito sentido. Depois que saímos da escola ou faculdade parece que a quantidade de pessoas com quem nos relacionamos já diminui um bocado.

No entanto, muitos ainda tem os colegas de trabalho para suprir esse novo momento. Já quando trabalhamos autonomamente ou como freelancers…bom…não é tão simples assim.

Esse artigo faz parte de uma série aqui do blog chamada Desafios da Autonomia. Alguns dos desafios que já comentei:

Vamos então a mais um desafio: A Vida Social.

O desafio da Vida Social

Se você é novo por aqui, devo começar explicando que muito do que passo aqui no blog são relatos das minhas experiências como profissional freelancer/autônomo. É como a documentação dos desafios que ambos já passaram ou que ainda são bem presentes ainda hoje.

Inclusive, a presença de uma vida social ativa hoje tem sido uma dificuldade. Apesar de morar e trabalhar com minha esposa, vivemos como nômades digitais; mudando de cidade de dois em dois meses na média.

Isso significa que raramente temos tempo suficiente em um lugar para criar conexões profundas com as pessoas.

No exato momento estamos em Odessa, na Ucrânia, e a barreira linguística faz com que essa proximidade seja ainda mais difícil.

Conto tudo isso pois sei que não é só uma experiência minha, mas sim algo que muitos nômades digitais e/ou profissionais freelancers também relatam como sendo um grande desafio.

Somos seres humanos e, grande parte de nós, necessita do contato de outras pessoas para manter a sanidade mental. Mais do que isso, por mais que hoje video conferência seja em HD, nada substitui o toque humano ou a presença física.

Podemos ir para coworkings, cafés, festas ou meetups, mas não é tão simples fazer amizades de verdade.

Amizades vs “amizades”

“Ah, mas quando eu vou num evento sozinho eu fico amigo de um monte de gente. Até saímos para bares depois.”

Tá…isso é verdade. Fazer “amizades” para algumas pessoas é algo simples. Alguns meses atrás eu fiz “amizades” muito bacanas em um Hostel em Bucareste, na Romênia. Até jogamos jogos juntos e passamos o Reveillón por lá.

No entanto, não foi tempo suficiente para conversar de coisas mais profundas, trocar vulnerabilidades e criar laços duradouros além da companhia momentânea.

Para entender melhor esse ponto, vou dividir dois tipos de amizades aqui.

Amizades – com A maiúsculo

“amizades” – com a minúsculo e aspas.

Amizades são aquelas que são construídas com muito tempo, confiança, cumplicidade, dedicação, brigas e, demonstração de vulnerabilidade. São aqueles colegas de infância que mantivemos contato. Pessoas que confiamos para ser padrinhos e madrinhas dos nossos filhos. Indivíduos que nos entendem e gostam da gente não somente por causa daquilo que mostramos, mas por aquilo que escondemos e até mesmo não gostamos em nós.

“amizades” são potenciais Amigos, mas que ainda são mais próximos de apenas conhecidos. Pessoas que encontramos vez ou outra na academia, colegas de profissão que compartilhamos alguns grupos no WhatsApp e de vez em quando estão juntos para tomar uma cerveja com o pessoal no bar.

Eu sou da opinião que precisamos de ambos na nossa vida.

Precisamos daqueles grandes Amigos e Amigas para compartilhar nossos sentimentos, conquistas e dificuldades sem muito medo do julgamento.

Também precisamos dos “amigos” e “amigas” para alimentar a criatividade, saciar a necessidade do novo e aumentar nossa rede de contatos ou potenciais Amigos e Amigas.

A vida autônoma

Na vida autônoma e freelancer – sem pensar em nomadismo digital – temos mais facilidade e capacidade de alimentar os laços com antigas Amizades e dificuldade de conhecer pessoas novas.

Sem o ambiente de trabalho físico, é muito fácil ficar só em casa ou ir nos mesmos lugares mais cômodos para trabalhar.

Pensando em uma realidade na qual a liberdade geográfica existe, como no meu caso no momento, a dificuldade de acessar essas antigas amizades é bem mais limitada e, não surpreendentemente, conhecer pessoas novas continua sendo desafiador.

Como lidar com o desafio da vida social?

Acredito que a primeira etapa de entender como lidar com a dificuldade de contato social e amizades é:

Seja seu amigo

Ok…não é conversar com você mesmo e ser realmente seu amigo. O que estou querendo dizer é que você deve te respeitar, te entender e aprender a ficar bem também consigo mesmo ou consigo mesma.

Esse é o primeiro passo pois, por mais que seu trabalho envolva outras pessoas, se você é um(a) profissional autônomo(a), então no final das contas você assumiu a responsabilidade pelo seu sucesso.

Esse é um sentimento que é preciso lidar individualmente e tem muito a ver com como nos cobramos e como nos automotivamos.

Estar bem com a gente não necessariamente significa autoconfiança, mas pode também estar bem próximo. No fundo, o que importa é gostar da gente mesmo e respeitar nossas limitações ou desafios.

Seguindo, vou compartilhar exatamente o meu desafio no momento.

O dilema social

Essa parte aqui tem muito a ver com o que comentei no artigo sobre priorização. Quando trabalhamos como freelancers, temos muitas opções.

  • Onde trabalhar?
  • Com quem trabalhar?
  • Vou sair de casa ou ficar em casa?
  • Que horas vou trabalhar?

Além disso, ainda temos questionamentos da vida pessoal como:

  • Faço academia ou exercício em casa e na rua?
  • Faço comida em casa ou saio para comer em algum lugar?
  • Faço uma aula coletiva (Yoga, línguas, etc) ou online?

E, no fundo, a pergunta que está presente na maior parte desses questionamentos:

  • Posso ou devo gastar dinheiro com isso ou não?

Esses questionamentos estão relacionados com priorização pois é aqui que colocamos na balança o que vale mais a pena de acordo com nosso objetivos.

Aqui na Ucrânia algo que gostaria de fazer é uma aula coletiva de Russo. Porém, os locais que encontrei na cidade que estou são muito caros. Por isso, preferi não fazer nesse momento para poder usar os recursos de outra maneira.

Ao mesmo tempo, mês passado estava na Bulgária e resolvi pagar caro para poder frequentar uma academia pois era inverno e difícil de ‘encontrar pessoas’ fora de casa com as temperaturas negativas tensas.

Entender o que é importante e o quanto é importante é um outro passo para vencer o desafio da vida social.

Sair da zona de conforto

Para finalizar, acredito que outro fator super importante é estarmos abertos para fazer aquilo que não é confortável.

O famoso “sair da zona de conforto” não necessariamente significa que estamos confortáveis e vamos fazer algo que é desconfortável. Mas sim que não importa se está ou não confortável, faça algo diferente.

Fazer algo diferente tem muito a ver com nos expor às possibilidades. Possibilidades que podem dar certo ou errado e, por isso, brincam com nosso medo do desconhecido.

Sair da zona de conforto é fundamental! Eu escrevo isso aqui mesmo sabendo que na maior parte das vezes passadas eu escolhi o ‘conforto’ em vez do diferente. Porém, me compreendendo e me respeitando, evito me cobrar muito e sim me motivar para que na próxima vez eu tome uma decisão diferente.

Um adendo rápido sobre tomar risco: Calcule o risco. Entenda o que está em jogo se você tomar uma decisão diferente da sua normal. Muitas vezes o que realmente está em jogo é só nosso medo, orgulho ou sentimentos bobos. Porém, se o que está em risco é algo realmente importante, talvez não valha a pena.

Conclusão

Nesse artigo passei por algumas reflexões relacionadas com o desafio da vida social para profissionais freelancers e autônomos.

Essa documentação dos meus próprios dilemas estão muito relacionada com a forma como vejo o mundo e compreendo que nem todo mundo pensa assim. Por isso, quero saber como você entende esse desafio. Comenta abaixo e vamos continuar a conversa por lá.

Divirta-se!

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